quinta-feira, 10 de abril de 2014

[Chiang Mai - Tailândia] "Monk Chat" - bate papo com os monges



Alguns templos budistas em Chiang mai tem uma atividade chamada "Monk Chat", ou converse com o monge.

São monges que falam inglês, o que facilita nossa vida.

Pude participar de várias sessões, onde conversei sobre a cultura tailandesa, sobre comida, sobre o Brasil, sobre a vida de um monge, Budismo, viagens, futebol e várias outras coisas.

Conversando, pude perceber como eles não são diferentes de nós, com uma vida própria e até desejos para o futuro.

Numa dessas conversas conheci um monge que disse que irá sair da vida de monge em 2 anos, e nessa mesma conversa apareceu um outro monge que tinha desistido da vida de monge pois gostava muito de viajar.

Outro monge quer continuar como monge e não imagina a vida de outra forma.

Muitos deles tem dificuldade de sair da vida de monge por não ter experiência nem formação para trabalhar.

Não vou falar de tudo que consegui conversar, pois essa experiência deve ser vivida pessoalmente, por isso, quem se interessar, tente conversar com um monge....quem sabe seu conceito pode mudar....

quarta-feira, 9 de abril de 2014

[Chiang Mai - Tailândia] A procissão dos 500 monges...


[9 abril 2014 - Chiang Mai - Tailândia]

Existem coisas que descobrimos por acaso, que está longe do alcance dos turistas...no trem de Bangkok para Chiang Mai conheci uma senhora tailandesa muito simpática que sabia inglês.
Ela me disse que estava voltando para Chiang Mai por causa de um evento muito importante para ela, um tipo de procissão dos monges, fiquei muito curioso, o que levaria uma senhora a andar 750 km pra ver uma procissão???

Eu perguntei onde poderia encontrar essa procissão na cidade, e ela disse em qualquer lugar, a partir das 9:00 da manhã....em qualquer lugar??? Fiquei ainda mais curioso...

No dia seguinte acordei cedo, me preparei e fui em busca da "procissão dos monges".

Então vi o cartaz e entendi um pouco mais sobre o evento.

Mais de 500 monges Duthanga participaram da procissão para receber relíquias na cidade que depois será encaminhada para outras localidades.

O povo local prepara o caminho com um tapete vermelho e o cobre de pétalas de flores amarelas.

É uma imensidão de pessoas sentadas ao longo do longo tapete.

Mais e mais pessoas chagavam, inclusive estrangeiros turistas desavisados que não sabiam o que iria acontecer.

Outros já informados, sentavam junto com os locais para a cerimônia.



E então, de longe pude ver uma linha alaranjada chegando...os monges em fila perfeita estavam chegando onde fiquei aguardando.


A sensação é indescritível, algo totalmente fora do comum.


Os monges caminhavam, sem pressa, pelo carpete cheio de pétalas carregando um tipo de guarda-chuva e seus apetrechos usuais da manhã para "receber esmolas".


Enquanto isso o povo, sentado, rezava para os monges, que momento!




A devoção do povo tailandês é impressionante. As pessoas ficavam horas aguardando e depois todo momento na passagem dos 500 monges rezando em voz alta.

As lojas pararam e a maioria rezava, mesmo em pé.

Decidi então acompanhar os monges, do outro lado da rua, para saber onde estavam indo.


Caminhando pude perceber como o evento era importante e especial. Aliás, talvez único, uma jóia cultural.








Uma fila interminável de monges, parando trânsito, lojas, pessoas.












Inclusive tinham muitos monges crianças caminhando, esses ficavam no final da fila.

Na verdade acho que não eram exatamente monges oficiais, mas aspirantes a monges, depois conversando com um monge num dos templos da cidade.

Essas crianças moram nos templos, como os monges, longe de suas famílias. Muitos deles são de famílias muito pobres vindos de longe, até mesmo de países vizinhos como Laos.

Eles estudam na escola dos templos para aprenderem o papel do monge na sociedade, um papel muito árduo.







São 6,3 km de caminhada que começa num templo Wat Phrasingvoramahavihara e termina no templo Wat Chedi Luang Voravihara. 


Foi uma experiência incrível, e então comecei a entender como pensa e funciona a cultura, principalmente do norte da tailândia.

Como o povo é devoto e como a crença aos monges é forte.

Isso ainda foi o começo da minha aventura no norte da Tailândia, na cidade de Chiang Mai...



segunda-feira, 7 de abril de 2014

[Tailândia] Ah...como é viajar de trem na tailândia.... - Bangkok para Chiang Mai

[Tailândia - 7 e 8 de abril 2014]

Viajar pela Tailândia e não pegar o trem da noite é uma viagem incompleta....
Por isso, fui eu experimentar o tal do trem da noite.

Aliás, o trem é a forma mais barata de viajar pela Tailândia.

Fui tentar reservar meu assento na segunda classe, e adivinhem? Para o dia que queria não tinha, só para o mesmo dia, isso é, hoje!!!

Então foi correr para o guesthouse, juntar as tralhas, me preparar e ir para a estação pegar meu trem tão esperado para o norte da Tailândia!


Meu destino era Chiang Mai, uma cidade rota turística para os que querem conhecer melhor a cultura tailandesa e apreciar o melhor lugar para curtir o SongKhran (Festival de Ano Novo Tailandês).

Quando vi o trem, já me assustei um pouco....esse era o trem que ficaria 15 horas dentro e rodaria 751 km???

Me indicaram qual vagão deveria entrar, era segunda classe, com ventilador....pois me disseram que o ar condiciona era muito frio, melhor pegar o com ventilador, acreditei....

E está aí...a foto do interior da segunda classe, com ventilador.....
A segunda classe tem opção de assento ou cama, todos me falaram para pegar a cama, e melhor se fosse a cama de baixo....
Detalhe, não tinha a cama de debaixo, só de cima....

Quando entrei no vagão, o primeiro susto...esse é a segunda classe??? (imagina a classe econômica....)....corredor apertado, camas pequenas, e na superior, sem janelas!
Um calor incrível, que era um pouco aliviada pelo ventinho da ventilador rotatório....

Minha cama superior, sem janela, estreita....
Aí comecei a achar que não foi uma boa idéia ter pego um trem, muito menos cama...não daria pra ver nada, não tinha janela....

Mas pouco a pouco fui me acostumando, me ajeitando, olhando ao redor....

Uma senhora estava na cama de baixo, uma família jovem com uma menina de 3 anos estava em minha frente....

2 meninas que pareciam européis ficavam mais a frente....


E foi assim que me ajeitei, fechei um pouco a cortina, coloquei cadeado em minha bolsa e dormi....

O trem parou diversas vezes a noite e uma senhora passava pegando o pedido do café da manhã....

Ah, e o banheiro? Tinha sim....esquema daqueles que tem que se agachar, sem privada....que bom...segunda classe, pensei....

Dormi mais ou menos...mas consegui...meio que arrependido...

A MUDANÇA

Mas quando amanheceu, algumas coisas mudaram...
A senhora veio passando com o café da manhã que foi reservado na noite anterior, e um senhor chegou a senhora de baixo e perguntou algo em Tailândes, depois olhou para mim e perguntou em inglês se eu queria que desmontasse a cama e preparasse o assento e mesa para o café....assento? café?

Sem pensar muito disse SIM! Então saltei da cama e ele começou a desmontar a cama, incrível, em 1 minuto, as camas inferior e superior se transformaram em 2 assentos e uma incrível janela se abriu para a paisagem de fora!

Pedi um café da manhã, sanduíches, suco , iogurte....

E então pude ver a paisagem da viagem, por sinal, fantástica!

Olhei para minha frente e estava a senhora que tinha dormido na cama de baixo, deu um sorriso e então pouco a pouco começamos a conversar, claramente ela era tailandesa, e mais, falava inglês!


A Tailândia é muito bonito, e estou a caminho do norte dela, uma região mais com cara de interior.

Pouco a pouco a paisagem ia mudando, mas a beleza continuava.

Conversando com a senhora, aprendi muitas coisas, ela me ajudou a contar em tai (língua tailandesa), sobre palavras de agradecimentos, costumes e o que não fazer....

Aprendi que NÃO se pode mexer na cabeça das pessoas, pois a cabeça é sagrada.

Não é educado apontar para as pessoas, apontar com os pés (nem sabia que algu;em fazia isso...)...




O povo tailandês é muito simpático, no meio do caminho se via muitos acenando para nós.

Passamos por muitas vilas, cidades pequenas, estações no nada....






Nesse trem tinah de tudo, animais, pessoas circulando por todo lugar, muitos estrangeiros.

O trem muitas vezes parava e ficava um bom tempo sem movimentar, muitas vezes por causa de problemas técnicos.

Isto quer dizer, a gente nem sabia quando ia chegar em Chiang Mai.

Conversando com a senhora, ela me disse que teria no dia seguinte um evento muito importante, a caminhada dos 500 monges pela cidade...perguntei como acharia essa caminhada, ela disse que em qualquer lugar, com certeza. Disse que iria ver....

Foi então que cheguei a Chiang Mai, pra mais um passo da minha aventura....

Em Chiang Mai esperava achar uma Tailândia mais rústica, interiorana.
Também tinha vindo para participar do SongKhran, poder ver a caminhada dos 500 monges, os templos, o "Monk Chat"(conversar com os monges) e o "Colecting Alms" (a caminha dos monges pedindo por esmolas).

Vamos ver o que vai acontecer.....



domingo, 6 de abril de 2014

[Tailândia] Mercado Flutuante de Damnoen Saduak


[Tailândia- 6 de abril 2014]


Um doa mais populares mercados flutuantes da Tailândia, fica a 100 km de Bangkok, na província de Ratchaburi.

CUIDADO: recomendo que usem onibus de linha e não as vãs que também podem ser pegos na estação de ônibus. Essas vãs acabam te deixando alguns quilômetros antes para que você tenha que pegar o barco de passeio que eles tem contato.




É impressionante, em vez de ruas só rios que formam uma malha de trânsito dos barcos.

O canal Damnoen Saduak foi requisitado pelo rei Rama IV e entrou em operação em 1868.

Hoje serve para transporte, distribuir água para as fazendas ao redor e turismo.






Ás margens do canal existem diversas casas-mercado, em que pode-se comprar deste alimentos, suvenirs, e outros diversos produtos.

O mercado abre bem cedo, as 6 da manhã, e fica bem agitado cheios de barcos de turistas e de locais vendendo ou transportando produtos.









Pra voltar é só procurar pela estação de ônibus e pegar um para voltar a Bangkok.




sábado, 5 de abril de 2014

Expectativa zero...menos desapontamentos

Hoje estava conversando com uma amiga canadense que conheci na estadia em Chiang Mai, Tailândia.
Estava falando para ela como é difícil planejar ou não planejar os próximos dias de viagem.

Ela disse o seguinte, que colocarei em pontos:

- Plano geral: é bom ter o plano geral, mas se deixar mais livre do plano detalhado.
- Expectativa zero: Muitas vezes colocamos muitas expectativas na viagem que não são atingidas, assim ficamos chateados. Ter menos expectativas faz com que tenhamos, logo, menos desapontamentos.
- Estar mais livre de planos detalhados da viagem nos torna mais permissivos a aproveitar e perceber melhor o que está em nossa volta.

Gostei da conversa, pois acabo colocando muitas expectativas em minha viagem que, muitas vezes, me angustia.

Ela conseguiu aproveitar muita da viagem dela até agora, muito mais que eu pude. Ela descobriu lugares fantásticos simplesmente estando livre sem muitos planos.

Vamos ver se funciona....


Amanhã, onde estarei? Eu não sei...mas tudo bem....estarei em algum lugar, com certeza....(risos).

[Bangkok-Tailândia] Templos budistas em Bangkok



5/abril/2014 - Bangkok - Tailândia




 Os budistas sabem como construir templos fenomenais, diferentes de tudo o que possamos imaginar.








Perdidos em Bangkok, achamos um templo local muito acolhedor.....
Olha lá....esses bonecos foram baseados em minha forma...olha o tamanho da cabeça deles....








Ok, dizem os bons modos que você NÃO deve ficar tirando fotos junto a imagens de Buda, é um desrespeito com a religião local...
ok ok....mas tinha que tirar essa foto...olhei para os lados para ver se ninguém estava olhando...

Vocês sabiam que existes imagens de Buda de várias formas?
O Buda gordo vem da China, estar gordo simboliza riqueza.
Já em outros países como Tailândia, Índia, Nepal, o Buda é magro, por quê? Sei lá..a.cho que a riqueza deles é de outra forma...

Bem, acho que estou mais para o Buda chinês....







WAT ARUN

Vamos agora para o símbolo de templo em Kuala Lumpur, chamado de Wat Arun Rajwararam (O Templo do Amanhecer, acho...)

Foi o templo real dedicado ao segundo reinado da dinastia Chakkri, e está localizado no lado oeste do rio Chao Phraya (li isso no ticket de entrada...rs)




Ah, para chegar lá temos que pegar um barco (ferry boat)...não lembro quanto era, mas era barato, muito barato.















O templo principal é incomparável...quem o construiu não tinha medo de altura....os degraus são tão íngremes que parece que você não vai conseguir descer...ou mesmo subir....dica...não olhe para baixo!













Bem, muitos sabem que tenho medo de altura, então imagina o desafio em subir essa escadaria....














...tentando ajudar as estátuas a segurar o templo...
...imagina o mico...










E claro, o grande Buda deitado....e é grande mesmo!!! Impressionante!
Não consegui colocá-lo direito na foto de tão grande...









Souvenirs comuns no local


Nesse dia encontrei diversos brasileiros passeando, alguns deles até conversei um pouco.



[Pensamentos] Viajar sozinho....sozinho mesmo?



A primeira coisa que vem na cabeça de alguém quando se fala que vai viajar sozinho é que é um anti-social, ou que não é legal viajar sem quem conversar.

Posso dizer  pode ser o contrário.

Se você acaba indo com mais um ou um grupo acaba tendo menos chances de conhecer pessoas, principalmente se esse grupo não "puxar" os outros para se integrarem....








Holandesa, brasileira, eu, sri lanka, holandês e espanhol
30 minutos de se conhecerem
Mas se vai sozinho, é inevitável conhecer outros na mesma situação, nessa minha viagem, em 4 dias vi
muito disso, casais ou duplas que se isolam das demais, pois assim é mais fácil, mas perdem a chance de conhecer o que talvez seja tão importante quanto a própria paisagem , conhecer pessoas e culturas através dos que estão ao seu lado....










sexta-feira, 4 de abril de 2014

[Pensamentos] Wi-Fi....meu preciooooso.....

Desculpem a demora...mas o internet estava ultimamente péssima, principalmente no horário de "rush", entre 18:00 à 2:00 da manhã...

Para mochileiros, a internet, mais especificamente o Wi-Fi, é um bem precioso, e muitas vezes disputado.
Para mim não está sendo diferente....

No guesthouse em que estou a internet praticamente para de funcionar por causa de tantos smartphones e notebooks sendo usados ao mesmo tempo.


Bem, ao menos, o wifi aqui existe em muitos lugares, e mais, FREE!!!  Na estação principal de trem chamada "KL Sentral"pode-se usar uma internet boa suficiente para conversar um pouco pelo skype.

O aeroporto também possui um wifi minimamente decente....mesmo com tanta gente acessando ao mesmo tempo.

Por isso, desculpem se eu sumir um pouco, botarei sempre a culpa no wifi.....coitado dele.....

[Pensamentos] The Amazing Race Asia


Pode parecer brincadeira, mas me senti como no programa.
Não sei o porque mas os asiáticos, pelo menos na Malásia e Thailândia não ajudam muito em suas orientações, um diz pra ir para um lado e outra pessoa diz para ir do outro lado.

Nos perdemos muito....
Pegamos muitos ônibus e trens errados...

Saímos em lugares desconhecidos....

E principalmente, caminhamos muito....

Mas nesses desencontros pudemos conhecer mais de cada lugar, a cada erro um novo lugar descoberto, muitas vezes fascinante.

A Malásia e Tailândia não são ligares fáceis de se andar, requer um tempo de aprendizado e muito tempo se perdendo...

O bom é poder se perder e não ficar encanado com o custo pois o transporte  é muito barato....desde que você não pegue o tuk-tuk....mas isso é outra conversa.....